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O Mito do Passado Glorioso e o Futuro que Ficou na Promessa Cresci, como tantos da minha geração, ouvindo a frase que se tornou quase uma certidão de nascimento do nosso sentimento nacional: “ O Brasil é o país do futuro .” Era uma promessa confortadora. Sugeria que o progresso, a justiça social e a prosperidade eram destinos inevitáveis, apenas aguardando a sua hora de chegar. Hoje, passados muitos anos, contemplo o tempo decorrido e sou forçado a encarar uma verdade desconfortável: o futuro nunca chegou . Pior do que isso, a própria ideia de futuro parece ter sido abandonada em troca de uma miragem ainda mais perigosa: a obsessão por um " passado glorioso " que jamais existiu. A armadilha da nostalgia inventada Quando uma sociedade perde a capacidade de projetar um amanhã inclusivo e moderno, ela costuma se refugiar na saudade do que nunca foi. O fenômeno não é exclusivo do Brasil, mas aqui ganha contornos dramáticos. Trata-se do reacionarismo nostálgico: a tentativa de ven...

Eleições 2026 no Brasil – O que já está em jogo

Faltando poucos meses para o pleito, as eleições de 2026 já começaram a movimentar os bastidores políticos brasileiros. Mais do que a escolha de um novo presidente, estarão em disputa modelos de governo, alianças regionais e a composição do Congresso Nacional, que terá papel decisivo na agenda de reformas.

 

Diferentemente de 2022, o cenário atual aponta para um eleitorado mais fragmentado, mas também mais atento às questões econômicas e institucionais. A reeleição ou não do presidente Luiz Inácio Lula da Silva será um dos pontos centrais, mas nomes de outras legendas já ensaiam pré-campanhas, articulando governadores e bancadas temáticas.

 

Além disso, as eleições municipais de 2024 funcionarão como termômetro: prefeitos e vereadores eleitos serão peças-chave na capilaridade das campanhas estaduais e nacional. Outro fator decisivo será o ambiente das redes sociais, que deverá ser ainda mais regulado e, ao mesmo tempo, mais estratégico do que nos ciclos anteriores.

 

Entre os temas que devem pautar o debate estão: soberania, responsabilidade fiscal, segurança pública, autonomia do Banco Central, pautas de costumes e o papel do Estado na economia. A polarização, embora ainda presente, pode dar espaço a um discurso mais pragmático, dependendo da conjuntura econômica e da capacidade de diálogo entre os poderes.

 

Em resumo, 2026 será uma eleição de consolidação ou de ruptura, e o desenrolar dos próximos meses será fundamental para definir qual desses dois caminhos prevalecerá.

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