O Que Aconteceria se o Brasil se Transformasse num Evangelistão? O termo Evangelistão ganhou espaço no debate político e sociológico brasileiro para descrever um cenário hipotético: e se o Estado brasileiro e suas instituições fossem dominados por uma teocracia evangélica fundamentalista? Embora o movimento evangélico no Brasil seja profundamente heterogêneo ( composto por igrejas tradicionais, pentecostais, neopentecostais, correntes moderadas e até alas progressistas) , a ascensão de um regime controlado por setores extremistas traria transformações profundas na sociedade, na economia e nos direitos civis. Mas como seria a vida sob essa realidade? O país enfrentaria um retorno aos moldes da Inquisição? Analisamos os impactos desse cenário hipotético. O Colapso do Estado Laico e a Perda de Direitos A Constituição de 1988 estabelece a liberdade religiosa e a neutra...
A Diplomacia do Palanque: Onde Fica o Limite da Soberania? O cenário diplomático entre Brasil e Argentina viveu mais um capítulo de tensão. O presidente argentino, Javier Milei, esteve no Brasil para participar de um evento do Partido Liberal (PL). Do palanque oposicionista, não poupou duras críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva e a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). A reação do Itamaraty foi imediata: a convocação do embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas (um dos gestos formais de descontentamento diplomático mais severos antes de uma ruptura de relações). Para além das paixões ideológicas, o episódio levanta uma provocação central sobre a etiqueta e as regras não escritas das relações internacionais: é aceitável que um chefe de Estado em exercício vá a um país vizinho para criticar as suas instituições e apoiar abertamente a oposição local? A Ética da Não Ingerência e a Troca de Papéis Historicamente, o princípio da não intervenção em assu...